• Roberto Kirizawa

Zona de Conforto

Tempo de leitura: 6 minutos


Uma coisa que sempre tomei cuidado é não ficar, pelo menos por muito tempo, na zona de conforto. Desde que ouvi pela primeira vez, e tomei consciência sobre a zona de conforto, procurei sempre me policiar para não ser dragado por ela.

Bom, você pode estar se perguntando o que é zona de conforto, né. Sei que muitas pessoas que estão lendo este artigo já devem conhecer o termo, mas também sei que muitas outras podem não conhecer. Nós entramos na zona de conforto no momento que conseguimos lidar, com certa facilidade, com determinada situação e por isso nos mantemos nela.

Por exemplo, podemos querer mudar de trabalho porque não estamos satisfeitos com o que fazemos. Só que já dedicamos um certo esforço e tempo para atingir o ponto em que estamos neste trabalho. E só de pensar em mudar e ter que começar do zero já desistimos, sem ao menos tentar.

O grande problema é que muitas vezes, por questão de ser o mais fácil, nós ficamos na zona de conforto para evitar maiores desafios.

E desta forma levamos nossa vida… Nós temos a tendência de sempre procurar o caminho mais fácil. Isso é normal, e faz parte do ser humano. Nosso cérebro foi treinado para isso. Sempre queremos economizar esforço. Não tem nada de mal nisso. Grandes inventos surgiram justamente com o intuito de minimizar o esforço. Porém temos que entender que nem sempre economizar esforço significa ser a melhor opção.

E falando assim, parece ser fácil de se identificar quando estamos em uma zona de conforto, porém na prática não é tão simples assim. Nós temos a tendência de justificar o porquê estarmos em determinada situação para que não sejamos julgado como sendo negligentes. Porém o grande problema acontece quando nós começamos a acreditar na própria mentira.

Dizemos que não temos como implementar um estilo mais saudável de vida, pois não temos tempo para isso. E se temos tempo, dizemos que não temos dinheiro.

Sempre encontramos uma justificativa para não sair da zona de conforto por mais que ela não seja o lugar onde gostaríamos de estar naquele momento.

Existem vários tipos de zona de conforto.

  1. Zona de conforto no relacionamento amoroso: Acontece quando precisamos mudar a forma como estamos conduzindo nosso relacionamento amoroso. Mas mantemos da forma que está por ser mais conveniente. Na verdade, não queremos ter que passar por certos desgastes emocionais. Só que para que possamos crescer e evoluir junto com a pessoa amada isso torna-se necessário. Como sempre digo: “O sofrimento faz parte da evolução. Mas no final vale a pena.”

  2. Zona de conforto no trabalho: Acontece quando não estamos satisfeitos com o trabalho que realizamos. Pode ser com o ambiente de trabalho ou até mesmo com a corporação na qual estamos empregados. Acabamos não fazendo as mudanças necessárias para não ter que passar por uma nova fase recrutamento. Ou ter que começar do zero novamente em outra corporação ou até mesmo medo de recomeçar com um salário mais baixo em uma nova profissão.

  3. Zona de conforto financeiro: Acontece quando temos que aumentar nossos rendimentos financeiros, mas não estamos dispostos a trabalhar mais. Também não queremos dedicar tempo para estudar para melhorar de posição na empresa. Muito menos fazer um bico nos fins de semana. E por isso damos desculpas dizendo que temos que nos conformar com isso.

Bom, acho que já deu para pegar como é o esquema. Existem diversas zonas de conforto que são verdadeiras armadilhas. Nós entramos nelas e sem perceber nos acostumamos com a situação e nos tornamos reféns.

Ter descoberto o minimalismo como estilo de vida foi um fator crucial para que eu pudesse perceber que estava ancorado em diversas zonas de conforto. Quando a gente começa a ajustar o estilo de vida para o minimalismo acaba tendo que repensar diversas coisas. Temos que começar a fazer escolhas mais conscientes e isto nos leva a fazer determinadas reflexões. Reflexões estas que automaticamente nos faz enxergar coisas que estavam na nossa cara, mas por algum motivo não enxergávamos. Na verdade isso acontece porque entramos em certas zonas de conforto, fechamos os olhos para esta situação e criamos inúmeras desculpas para não sair mais de lá.

Quando começamos a desentulhar nossa casa, ao mesmo tempo começa um processo mental. Começamos a reviver certas situações em que determinadas coisas ao serem descartadas acabam nos despertando. E nessa hora é que muitas vezes vem o insight de que já está na hora de mudar. No momento em que estamos limpando e desentulhando nossa vida acontece ao mesmo tempo o desentulhamento mental necessário para podermos evoluir.

É incrível como ao ver a casa desentulhada nos sentimos mais leves e em nossa mente muitas coisas começam a fazer sentido e começamos a enxergar novas possibilidades. E esse é apenas um dos processos que acontece no processo de transformação para um estilo de vida minimalista.

Conforme vamos aprendendo ser mais consciente em nossas escolhas de uma forma geral, aprendemos a entender cada vez mais nossa forma de pensar. Começamos o processo de autoconhecimento tão necessário para poder nos tornar uma versão melhor de nós mesmos a cada dia. Isso acontece porque temos que decidir o que queremos manter e o que teremos que descartar de nossas vidas. Sejam bens materiais ou manias e atitudes que nos acostumamos ao longo da vida.

Por exemplo, se no processo de estilo de vida minimalista determinamos nosso orçamento para lazer um valor X. Temos que passar a analizar como são nossos hábitos. Nessa hora conseguimos perceber quais hábitos que criamos ao longo do tempo são benéficos e quais são maléficos à nossa saúde, finanças e outras áreas que sejam afetadas. Quando escolhemos quais os hábitos devem perpetuar e quais devem ser descartamos começamos o processo de autoconhecimento. Nessa hora começamos entender o que faz nosso coração cantar. Percebemos quais são os nossos valores e crenças. E claro, sempre podemos aproveitar o momento para aprimorar e evoluir.

Nunca é tarde para enxergar uma zona de conforto e decidir sair dela.
 

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Muito obrigado e até a próxima.


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