• Roberto Kirizawa

O QUE STEVE JOBS PODE NOS ENSINAR SOBRE MINIMALISMO

Tempo de leitura: 10 minutos



Uma pessoa que se tornou um ícone da atualidade é Steve Jobs, fundador da Apple.

Hoje vou te passar as características que fazia dele uma pessoa minimalista e como ele se beneficiou disso para alcançar o sucesso.

Eu sei que não existe pessoa perfeita.

Todos temos nossas qualidades e defeitos.

E Steve Jobs, como todo ser humano, também tinha suas virtudes e imperfeições.

Foi justamente por causa de algumas de suas imperfeições que ele acabou sendo retirado da própria empresa que fundou.

Porém, o que mais chama a atenção, foi que ele utilizou esta difícil experiência como forma de evoluir e dar a volta por cima.

Então, sem mais delongas, vamos às características que se sobressaiam na personalidade de Steve Jobs que o tornou uma das pessoas de sucesso mais famosa da atualidade.

1- Steve Jobs não deixou seu lado espiritual de lado

Steve Jobs sempre procurou se conectar com este lado da vida.

Ele foi à Índia a procura do guru Neem Karoli Baba, para poder conhecê-lo e aprender com ele.

Porém, para sua infelicidade, acabou chegando à Índia poucos dias após a sua morte.

Steve Jobs gostava do espiritualismo oriental.

Então seus interesses migraram para o budismo, que permite mais engajamento com o mundo do que o permitido pelos ascetas hindus.

Isso lhe deu a oportunidade de mesclar sua busca por iluminação pessoal com a ambição de criar uma empresa que fabricasse produtos capazes de ter grande impacto nas pessoas.

Esse seu lado espiritual sempre esteve presente.

Desde jovem quando estava tentando se inventar, e se manteve assim até mais maduro.

Momento em que sua inquietação intelectual se demonstrou não ter limites.

No caso de Steve Jobs, o budismo lhe ajudou a criar sua base filosófica para suas escolhas durante a carreira.

Na filosofia budista muitas vezes a vida é comparada a um rio em constante mudança.

Há um entendimento de que todas as coisas e todos os indivíduos estão constantemente em processo de vir a ser.

Nessa visão de mundo alcançar a perfeição é também um processo contínuo.

Além disso também é uma meta que jamais será alcançada.

E essa visão viria a se adequar plenamente a natureza exigente de Steve Jobs.

O fato aqui é que quando eu falo de lado espiritual, não estou falando de nenhuma religião em si.

Na verdade quero dizer que para podermos evoluir como pessoa, temos a necessidade de entender que somos muito mais do que aparenta nosso físico.

Nossa consciência é que nos permite entender a realidade e agir de acordo com os valores que criamos e acreditamos.

Isso é o que quero dizer.

E Steve Jobs encontrou no budismo uma forma de poder lhe amparar nessa evolução.

Como você pode encontrar esse mesmo amparo de outra forma.

Porém, o fato é que não se deve negligenciar o seu lado espiritual.

2- Steve Jobs manteve-se fiel à sua essência

Muitos queriam que ele mudasse sua opinião e seu jeito de ser.

Como eu já disse, apesar de Steve Jobs ter muitas qualidades, também tinha grandes defeitos.

Com o tempo, após levar muitas rasteiras da vida devido às suas escolhas erradas ele aprendeu a minimizar seus defeitos e tirar mais proveito de suas habilidades inatas.

Ele fazia o que amava e por isso não se sentia satisfeito até atingir seu objetivo.

Não se contentava com pouco.

E para conseguir obter os resultados esperados era preciso lidar com muitas pessoas.

Se a comunicação não fosse clara o suficiente para passar a visão que ele tinha, nunca teria conseguido atingir as grandes proezas que conquistou.

Mas para isso ele tinha que ser contundente na exposição de suas opiniões.

Steve Jobs falava o que pensava.

Pode até ser que em alguns momentos exaltava-se além da conta, porém ele nunca deixava de expressar seu ponto de vista.

Da mesma forma que ele podia elogiar o trabalho de alguém, também podia detonar quando não gostava.

O fato é que no final das contas ele conseguia passar o recado e conseguir o que precisava.

Agora deixa eu te perguntar:

  1. Você fala abertamente seus gostos?

  2. Ou evita para não entrar em conflito com outras pessoas?

  3. Se não gosta de algo fala abertamente ou se reprime e depois fica se remoendo até ter uma úlcera nervosa?

É fato que ele aprendeu a conter em boa parte do tempo o seu temperamento explosivo.

Mas a sua essência de falar o que achava das pessoas, do trabalho, dos produtos, de tudo não mudou.

Ele conseguiu ser autêntico do início ao fim.

Nunca levou desaforo para casa.

Se algo não agradava, dizia logo na cara e resolvia por ali mesmo.

3- Steve Jobs sabia o que é essencial

Em 1.997 Steve Jobs voltou para a Apple, após passar mais de uma década longe da própria empresa que fundou.

Então determinou que se parasse de fabricar diversos produtos e muitos outros tiveram seu desenvolvimento abandonados.

A ideia era focar em poucos produtos que eram essenciais para a empresa.

Ou seja, que dava lucro e que o público queria.

Focou os esforços da equipe para melhorar a linha de computadores da empresa, diminuindo a quantidade de variações existente e passou a estudar a possibilidade de criar novos produtos que pudessem atender uma nova demanda que esta poderia surgir.

Com isso, juntamente com sua equipe, criou o iPhone e o iPad.

Inclusive o iPhone é até hoje o produto que gera a maior parte da receita da Apple.

E diferentemente dos concorrentes, ao invés de criar inúmeras possibilidades de modelos e configurações, preferiu focar em apenas 1 produto.

Desta forma pôde focar todos os esforços em um único ponto para atingir o estado da arte dentro das possibilidades que a tecnologia permitia naquele momento.

Olha só como é importante entender, ou pelo menos tentar entender o que é essencial.

Aqui podemos ver de forma clara que mais vale a pena focar em uma coisa bem feita do que ter inúmeras iniciativas, mas não conseguir fazer nenhuma com qualidade.

4- Steve Jobs otimizava suas decisões sempre que possível

Após um tempo ele passou a se apresentar sempre com as mesmas roupas:

  1. Calça jeans;

  2. Camisa preta de gola alta;

  3. Tênis.

Dessa forma ele já poupava o esforço do cérebro logo pela manhã em ter que decidir o que vestir.

Bastava pegar sua calça, camisa e tênis e pronto!

Já estava preparado mais mais um dia.

Deixava para gastar seus neurônios para tomar decisões que eram mais importantes.

E da mesma forma pessoas com o estilo de vida minimalista se utilizam deste tipo de artimanha.

Alguns possuem várias peças do mesmo modelo de camisa e calça para utilizarem como sendo seu uniforme do dia a dia.

Outros criam seu armário cápsula para ter menos roupas para administrar.

O fato é que as pessoas estão entendendo que podemos otimizar muitas coisas da nossa rotina de tal forma que pare de tomar nosso tempo que é tão precioso.

5- Steve Jobs entendia que somos a média das pessoas que convivemos

Steve Jobs sabia onde queria chegar.

Porém ele também sabia que não tinha todas as competências necessárias.

Por isso, ele buscava de forma incansável se aproximar de pessoas que admirava.

Seja por causa de suas habilidades com marketing, capacidade técnica ou forma de pensar.

Se era uma pessoa brilhante na visão de Steve Jobs, lá estava ele tentando de alguma forma conhecer a pessoa para poder aprender e entender a forma da pessoa pensar.

Foi dessa forma que ele contratou muitas das pessoas que passaram a ser de sua confiança, montando a direção da companhia.

E com este tipo de atitude que conseguiu conhecer pessoas que se tornaram mentores proporcionando a evolução necessária em diversas áreas.

Steve Jobs sabia que era necessário cercar-se de pessoas extraordinárias, cada um na sua área, para que pudesse conquistar o objetivo extraordinário que almejava.

Assim, ele deixou bem claro que entendia que para se tornar uma pessoa melhor, era necessário estar com pessoas melhores.

Ou seja, sabia que somos a médias das pessoas que convivemos.

6- Steve Jobs não se importava com o que diziam de dele

Uma coisa que se nota logo de cara lendo a biografia de Steve Jobs é que ele não se importava como iria repercutir algo que tinha que ser feito.

Ele simplesmente fazia.

Sabe aquela história da política da boa vizinhança?

Pois é.

Isto não se aplicava à Steve Jobs.

Quando você consegue confiar em seus próprios instintos e não deixa que outros fiquem podando suas ideias e ações, existe uma maior possibilidade de sucesso.

Apesar de que também aumenta as chances de falarem de você.

E você sabe como é.

Uma árvore que dá bons frutos costuma levar pedrada das pessoas para tentar derrubá-los.

Da mesma forma uma pessoa que conquista o sucesso fica na mira dos invejosos.

Mas se você basear suas falas e atitudes pelo que vão achar de você, nunca fará o que tem que ser feito.

7- Steve Jobs sabia que o que mais vale nessa vida são as experiências que se tem

Steve Jobs era uma pessoa ávida por adquirir conhecimento e experiências.

É por isso que ele foi em busca de evolução espiritual na Índia.

Quando foi para o Japão, gostava de ver os artesãos japoneses executando com habilidade seu ofício aprimorado ao longo de uma vida.

Largou a faculdade, mas continuou frequentando aulas que achava interessante como ouvinte.

Uma delas era a aula de caligrafia, que posteriormente foi devido a esta experiência que criou o Mac como o primeiro computador com uma linda tipografia.

Ele conseguiu se dar conta de que as experiências acabam se conectando de alguma forma, gerando novas ideias e possibilidades.

E por isso ele sempre estava querendo ter a oportunidade de aprender sobre novos conceitos e tecnologias.

Também gostava de conhecer pessoas inteligentes e interessantes.

Gostava de ser desafiado colocando suas ideias em questionamento.

E mesmo tendo a convicções de que conseguia bolar ótimas soluções, após refletir, não se importava em voltar atrás e acatar a ideia de outra pessoa, se esta lhe parecesse melhor.

Nós temos a tendência de evitar de nos expor para novas experiências simplesmente para não ter que sair da zona de conforto.

E a zona de conforto é algo que nos trava de evoluir, seja na forma de pensar ou de agir.

Por isso é muito importante, mesmo sendo um contra-senso em nossas mentes, estar sempre aberto para novos desafios e experiências.

Só assim é possível amadurecer e a cada dia ser uma pessoa um pouco melhor.

Se você achou que este conteúdo teve valor para você e pode ajudar alguém que você conheça, compartilhe-o como demonstração de carinho.

Muito obrigado e até a próxima.


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