• Roberto Kirizawa

O dilema das redes sociais

Tempo de leitura: 6 minutos


O documentário chamado O Dilema das Redes Sociais tem ganhado atenção após ter sido inserido no catálogo da Netflix. Isto acontece também porque foram entrevistadas pessoas de peso no mundo corporativo das grandes empresas de tecnologia, do Vale do Silício. É interessante ver como pessoas que trabalham diretamente com a criação da inteligência artificial das redes sociais são tão aversas a utilização das mesmas. Se elas, que conhecem a fundo como as redes sociais funcionam, temem pelos seus filhos utilizando-as, o negócio deve ser mais sério do que imaginamos.

Como tudo começou

Nós temos o livre arbítrio e podemos utilizar nosso conhecimento tanto para o bem como para o mal. Eu acredito que as redes sociais foram criadas com uma boa intenção. Olha só, através das redes sociais, pessoas que tinham perdido o contato, voltaram a se conectar. Pessoas desaparecidas foram encontradas. Casamentos felizes foram estabelecidos. Conhecimento bom foi disseminado.

Porém, existem 2 fatores que cruciais que mudaram o rumo de tudo isso.

  1. As empresas precisam de dinheiro, e elas sempre vão fazer o possível para maximizar seus lucros.

  2. As pessoas podem utilizar qualquer ferramenta que lhe é fornecida para o bem ou para o mal.

A forma das redes sociais lucrar

As empresas de tecnologia encontraram uma forma bem interessante de fazer dinheiro: através da propaganda que é veiculada para seus usuários. Aliás, no documentário é dito que apenas 2 indústrias chamam seus clientes de usuários: a de drogas ilegais e a de tecnologia! Dito isto, conseguimos perceber 2 coisas muito importantes:

  1. O cliente dessa indústria são as empresas e as pessoas que pagam para veicular seus anúncios.

  2. O produto dessa indústria somos nós, que consumimos seu conteúdo. Assim, fica fácil de entender que tudo vai girar em torno do que as clientes querem, que é veicular seus anúncios, ou conteúdos. Para isso, as redes sociais precisam ter o maior números de usuários possíveis, e retê-los por um grande período de tempo vendo seu conteúdo. Dessa forma conseguirá mostrar o maior número de anúncios possíveis.

A receita das redes sociais

Para conseguir que isso aconteça, foram contratados psicólogos para unir a psicologia com a tecnologia. E dessa forma, foram criados mecanismos para que se tivesse como resposta a liberação do hormônio dopamina, que dá a sensação de prazer. Por isso foram criadas as ferramentas de curtir e compartilhar. Só que o inverso também é verdadeiro. E isso acaba influenciando a auto-estima da pessoa. Psicólogos dizem que o número de adolescentes com depressão e de suicídios aumentaram na mesma proporção em que as redes sociais aumentaram sua presença na vida das pessoas.

O tiro saiu pela culatra

Toda aquela boa intenção foi por água abaixo a partir deste momento. Para segurar as pessoas pelo máximo de tempo possível vendo seus aplicativos, é necessário expô-las a conteúdos que muitas vezes não são bons ou verdadeiros. Assim, começaram as fakes news. As pessoas tem a tendência de querer ver assuntos que quebram as expectativas da normalidade e isso elas encontram nas fake news e em conteúdos que não são bons. A inteligência artificial, percebendo isso, envia mais conteúdo como esse na linha do tempo das pessoas que tem a propensão de gostar deles, segurando-as por mais tempo. E desta forma, começamos a ver pessoas totalmente alienadas da realidade. E ainda, por outro lado, existem pessoas de má índole que se aproveitam desta ferramenta para criar as fake news de tal forma que possam manipular a sociedade.

O resultado

Quando juntamos a forma como as redes sociais fazem dinheiro e as pessoas mal intencionadas criando conteúdos para disseminar a discórdia e a ignorância, o resultado acaba sendo catastrófico. Fora os problemas psicológicos gerados, principalmente nos adolescentes, que ainda não estão maduros o suficiente para entender que sempre haverão pessoas que vão gostar de você e também sempre existirão as que não vão gostar de você. E um comentário atravessado em um mau dia, pode detonar um turbilhão de emoções dos quais eles não estão preparados para lidar. Eu digo adolescentes, mas isto acaba acontecendo com todo mundo. É que eles acabam sendo mais atingidos.

Como se cuidar das redes sociais

Para evitar que isso aconteça, é necessário tomar algumas precauções. Alguns dizem que o ideal é apagar todas as contas das redes sociais e nunca mais utilizá-las. Eu não sou tão rígido para chegar neste ponto, porém temos que fazer sim algumas mudanças. Me permita passar a forma que eu lido com as redes sociais e tem dado certo, até o presente momento. Primeiramente devo esclarecer que apesar de estar em todas as redes sociais para ter a oportunidade de difundir o meu conteúdo, eu sou um consumidor muito seletivo dos conteúdos que estão disponíveis.

  1. Eu elegi quais são minhas formas prediletas de consumir conteúdos que são através de podcast, YouTube e conteúdos de blogs. Isso não quer dizer que você tenha que escolher as mesmas formas como sendo as suas preferidas para consumo de conteúdo, mas, com certeza ,acho que é necessário você escolher quais são as que você tem mais afinidade. Dessa forma poderá, de cara eliminar as redes sociais que não te interessa. Assim, você vai ter menos conteúdo pipocando em sua tela e de quebra vai economizar espaço no seu celular.

  2. Cancelei as notificações de todas as redes sociais no meu smartphone. Desta forma, eu que controlo o meu tempo, e só entro na hora em que eu realmente quero.

  3. Me inscrevi e assinei apenas os canais que realmente são do meu interesse. Que me proporcionam conteúdo de valor e que vão acrescentar em minha vida.

  4. Evito de entrar em conteúdos que a própria rede social me indica. Eu mesmo faço a procura pelo tema e assunto que tenho interesse, ou estou querendo pesquisar no momento.

  5. Tomo o cuidado de não exceder o tempo que eu tinha programado para utilizar as redes sociais. Porque é muito fácil começar a ver os conteúdos e não parar mais.

Acho que com estas dicas é possível dar uma segurada no tempo e na influência que as redes sociais podem ter em sua vida.

 

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Muito obrigado e até a próxima.


#redessociais

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