• Roberto Kirizawa

Limpe a Sua Parede

Tempo de leitura: 6 minutos


Uma vez um amigo psicólogo me contou que nós somos como uma parede. Quando nascemos somos uma parede branca, alva, sem nenhuma marca, intocada. Conforme o tempo vai passando, começamos a receber os primeiros estímulos. Começamos a vivenciar nossas primeiras experiências. E a cada experiência vivida escolhemos uma foto que representa aquela situação. Pegamos esta foto e pregamos em nossa parede.

“Você sabe escolher qual é a melhor foto para colocar em sua parede?”

A pergunta parece ser meio estranha no primeiro momento, mas vou te explicar melhor.

Se por exemplo seu pai te levou para aprender a andar de bicicleta. Durante as tentativas de andar de bicicleta você caiu e se ralou todo. E por esse motivo vocês resolveram parar e voltar a aprender outro dia. Nesse momento você determina qual foto você vai guardar desta recordação.

Pode ser uma foto de que você se ralou todo e ficou todo machucado. E portanto, não irá mais tentar andar de bicicleta para que isso não volte a acontecer. Logo, essa foto que ficará pregada em sua parede não será uma boa foto.

Ou pode ser uma foto de que você passou um dia incrível na companhia de seu pai. Que ele com toda paciência em carinho está te ajudando a aprender a andar de bicicleta. Então essa foto será uma bela recordação que só te fará prosseguir até que consiga alcançar o objetivo de andar de bicicleta.

Nesse momento começamos a perceber e entender qual é o nosso padrão de pensamento. Temos que tomar cuidado com as escolhas das fotos que pregamos em nossa parede.

Agora, depois de vários anos de vida, nossa parede está repleta de fotos pregadas nela. Quantas representam boas lembranças? Será que estamos escolhendo as melhores fotos para pregar em nossa parede? Dependendo das fotos que escolhemos determinaremos como iremos agir tanto naquela situação como nas seguintes que aparecerão ao longo da vida.

Em qualquer momento de nossas vidas podemos parar em frente a nossa parede para fazer um balanço. Confesso que ao ver minha parede, percebi muitas fotos que foram escolhidas sem o mínimo critério. Por isso, não eram as melhores. Com certeza elas não iriam me impulsionar para um nível mais alto em minha evolução pessoal. O bom é que nesse momento podemos mudar nossas fotos. Chegou a hora de fazer uma limpa em nossa parede. Vamos ressignificar nossas experiências e tornar nossas vidas mais leves.

Uma coisa importante é que podemos não só mudar as fotos como também tirá-las da nossa parede. Tudo bem que ao tirar uma foto ela deixará a marca de onde ela estava, principalmente se era uma foto antiga. Então, olha só que maravilha, me dei conta que eu poderia colocar uma foto melhor no lugar desta, mesmo que não era da mesma situação. Mas que estava correlacionada de alguma forma fazendo com que me desse a possibilidade de ser uma pessoa melhor.

Por exemplo, desde pequenos somos bombardeados pela mídia. Seja ela através de revistas, jornais, televisão, outdoors, redes sociais e internet de forma geral. Estas experiências vão criando certos valores e crenças que vão gerando novas fotos e sendo pregadas em nossa parede sem que a gente perceba. A mídia prega:

  1. Como devemos nos vestir;

  2. O que devemos ter;

  3. Como devemos ser;

  4. O que temos que comer.

Começamos a acreditar que para ser feliz precisamos ser como as pessoas que vemos nas redes sociais, nas novelas, nas revistas. E se não conseguimos ser desse jeito ficamos tristes, ansiosos e depressivos.

O mais interessante disso tudo é que a mídia consegue pregar essas fotos em nossa parede sem o nosso consentimento. Se não estivermos alertas nossa parede começa a acumular fotos que retratam valores e crenças que não são os que a gente queria ter escolhido.

Nesse momento esquecemos que a felicidade não vem de fora para dentro, mas sim é um estado de espírito que vem de dentro e é exteriorizado para fora. Esquecemos que o mais importante é estar bem consigo mesmo. Não precisamos fazer coisas pensando em estar bem na fita para os outros, mesmo que isso não nos faça feliz.

Precisamos entender que ao invés de aceitar e acumular milhares de informações que são bombardeadas em nossa mentes temos a opção de escolher quais são as fotos que irão para nossa parede. Temos o poder de escolher, mudar ou até tirar a foto que não é mais conveniente de nossa parede.

Para quê manter a foto que determina a crença de que você tem que se vestir conforme a moda sendo que se sente mais confortável vestindo outro tipo de roupa? Para quê ter o melhor e mais novo modelo de carro sendo que um mais simples ou um pouco mais antigo atende suas necessidades? Para quê viver em uma casa com excesso de espaço vazio, que não é utilizado, sendo que uma menor seria mais aconchegante?

Nessa hora percebi que um estilo de vida mais minimalista poderia ajudar na reconstrução das crenças e valores na hora de mudar as fotos da minha parede. Ao me perguntar quando menos é mais, comecei a perceber e tomar melhores escolhas das fotos que iriam ser pregadas ou alteradas na minha parede.

O minimalismo me auxiliou a entender a dar valor nas áreas mais importantes da minha vida. Como é o caso da saúde física, intelectual e espiritual. Isso abre a possibilidade de podermos começar a priorizar nossos relacionamentos, auto-conhecimento e encontrarmos nossos propósitos de vida.

É um trabalho árduo porém muito compensador. Fico extremamente feliz ao estar revisitando (mentalmente) minha parede e a cada vez, ver que ela está ficando com a cara que eu gostaria.

E você? Já parou para pensar quais fotos você pregou em sua parede? Se você parar em frente a sua parede terá mais fotos legais ou fotos ruins? Está disposto a fazer uma faxina em sua parede mudando e retirando as fotos que não representam seus reais valores?

 

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Muito obrigado e até a próxima.


#autoconhecimento #minimalismo

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