• Roberto Kirizawa

LEONARDO DA VINCI – O QUE PODEMOS APRENDER COM ELE

Tempo de leitura: 10 minutos



Existem muitas coisas da vida dele que eu desconhecia e só passei a tomar ciência após ler o livro sobre sua biografia, escrita do Walter Isaacson.

Não dá para negar que ele era um gênio, porém também tinha seus defeitos como estarei passando agora para você.

Clube do Livro

Todas as informações passadas neste conteúdo foram extraídas através da leitura da biografia do Leonardo da Vinci.

E aproveitando o ensejo, deixa eu te passar que eu criei uma página para que você possa ter acesso a todos os conteúdos que eu criei e criarei baseados em livros que eu já li.

O endereço é https://quandomenosemais.com.br/clubedolivro

Lá você terá acesso às capas dos livros, breve descrição e os conteúdos que eu já criei que tem relação com o assunto do livro.

Inclusive também será possível através do link, que ficará disponível na área de cada livro, ir direto para a loja, facilitando assim a sua compra.

Leonardo da Vinci

Leonarda do Vinci, nasceu na Itália, em 15 de abril de 1452.

Viveu até os 67 anos e ao longo desse tempo conquistou o posto de uma das figuras mais importantes da Renascença.

O que mais chama a atenção é que ele se destacou em diversas áreas como:

  1. Cientista;

  2. Matemático;

  3. Engenheiro;

  4. Inventor;

  5. Anatomista;

  6. Pintor;

  7. Escultor;

  8. Arquiteto;

  9. Botânico;

  10. Poeta;

  11. Músico.

A prática traz a perfeição

Leonardo, às vezes, era questionado por outras pessoas por não ter recebido ensino formal.

Então ele retrucava dizendo que ao invés de viver estudando as palavras que outros escreveram, ele aprendia com sua própria prática.

E dizia que a prática e a experimentação eram os melhores caminhos para conseguir constatar os fatos da vida e da natureza.

Portanto, era comum ele criar engenhocas para poder testar suas hipóteses e comprovar se elas estavam certas ou erradas.

Como foi o caso de criar um coração de vidro com válvulas para tentar visualizar como seria o seu funcionamento.

Não só criava coisas complexas para este tipo de uso como também muitas vezes utilizava-se da criatividade para empregar coisas simples.

Ao estudar o olho humano de cadáveres, ele percebeu que havia a tendência de mudar de forma quando cortado.

Então resolveu o problema colocando o olho dentro de uma clara de ovo, cozinhando posteriormente.

Através destas experiências podemos perceber como é necessário ser criativo para conseguir alcançar um objetivo.

A pintura de Leonardo da Vinci

A pintura de Leonardo da Vinci era diferenciada porque, para ele, o ato de pintar era muito mais do que retratar algo.

Para ele a pintura demonstrava diversas ciências reunidas.

Era necessário demonstrar nela a:

  1. Perspectiva correta;

  2. Forma como as luzes produziriam as sombras e a variação de tonalidades das cores;

  3. Como o olho humano vê os contornos das figuras;

  4. Movimento do corpo e dos animais retratados, entendendo que para isso existem músculos, ligamentos, ossos e nervos;

  5. Intenção que a pessoa tem.

Leonardo dizia que uma pintura precisava refletir o lado psicológico.

Pois não bastava apenas pensar na parte física.

Também tornava-se necessário pensar no lado da mente.

Por isso ele dizia:

O bom pintor deve pintar 2 coisas principais: o homem e a intenção da sua mente.

Com isso podemos ver que para se tornar um mestre, qualquer que seja a área, é necessário muita dedicação.

E para ser o melhor, é necessário extrapolar e ir além do que todos fazem.

Leonardo da Vinci era vegetariano

Leonardo da Vinci utilizava seu poder de observação para ficar a contemplar as mais diversas facetas da natureza.

Data forma, ele tentava entender como as coisas funcionavam e tirava suas conclusões.

Umas destas conclusões feitas através da observação, da analogia e juntando informações coincidentes tornou-o vegetariano.

Ele percebeu que os animais tinham a capacidade de movimentar-se e com isso eles podiam se defender de possíveis predadores.

E foi mais além em seu raciocínio.

Identificou que esta possibilidade de movimentação era uma característica para evitar a dor.

Então ele concluiu que se os animais fugiam de seus predadores para evitar a dor, e as plantas não tinham esta característica, era sinal de que era preferível alimentar-se de vegetais ao invés de animais.

Aqui percebemos que atos de compaixão, independente para quem seja, também provém de grandes pensadores.

Inclusive preocupações com o meio ambiente e os animais que ali viviam.

Juntar as peças do quebra cabeça

Como Leonardo da Vinci estudava a fundo diversas ciências, observando e testando suas hipóteses ele detinha conhecimento de vários assuntos.

Isto lhe conferia a possibilidade de poder realizar analogias para entender determinados fenômenos que se deparava.

Fora isso, era comum ele se aproveitar do conhecimento em uma área para poder entender outra.

Como foi o caso de quando estava estudando o ar e o vento e para entender vários princípios, utilizou seus os conhecimentos já adquiridos da hidráulica.

Atualmente, nós temos a tendência de entender apenas de 1 assunto e deixar assuntos similares ou paralelos de lado.

Seria interessante deixar-se levar pela curiosidade de saber como as coisas funcionam em diversas áreas.

Desta forma, seríamos mais preparados a poder realizar analogias.

Isto poderia estimular nossa criatividade e a obtenção de novos conhecimentos.

Lado não tão bom

Mas também existem características e momentos marcantes que vemos a possibilidade de aprender com as falhas de Leonardo da Vinci.

Perdia o interesse com facilidade

Leonardo da Vinci muitas vezes ao começar uma tarefa passava para outra sem pestanejar em deixar a tarefa principal de lado.

Isto acontecia constantemente principalmente em encomendas de trabalhos para ele.

Um caso notório foi na criação da estátua em homenagem ao duque Francesco com sua armadura completa.

Nesta estátua o duque seria retratado em cima de seu cavalo.

Mas Leonardo da Vinci ao começar a estudar a fisiologia dos cavalos, para poder criar a estátua, ficou tão maravilhado com os animais que acabou perdendo o foco principal.

Passava o dia no estábulo analisando os animais e chegou a criar esboços de como construir um estábulo adequado para os animais.

Por isso, quase perdeu este trabalho, se não fosse um amigo intervir por ele, a seu pedido.

Com isso nós vemos que a procrastinação não é um problema da atualidade.

Ela sempre existiu.

E até pessoas com um intelecto deslumbrante como Leonardo da Vinci caia constantemente nesta armadilha.

O ótimo é inimigo do bom

Leonardo da Vinci tinha um grande problema para terminar suas obras.

Diversas delas foram interrompidas e muitas continuadas por outros artistas.

O grande problema é que ele achava que nunca estava bom.

Sempre havia algo que podia melhorar ou que ele queria fazer, mas ainda não detinha o conhecimento para tanto.

Se não fosse esta característica, com certeza, haveriam muito mais obras dele espalhadas pelo mundo.

Portanto, aquela fala de que o feito é melhor que o perfeito poderia ter ajudado Leonardo da Vinci ter terminado muitas das obras que ele acabou perdendo a comissão por não conseguir terminá-las.

Caiu na própria fala

Como eu já disse, muitas vezes, ele defendia sua posição de não ter tido estudo formal dizendo que ele estudada com a prática.

Porém, quando os livros deixaram de ser escritos apenas em latim e passaram a publicá-los também em italiano, Leonardo da Vinci passou a ser um ávido leitor.

E quando ele estava estudando o funcionamento do coração, acabou aceitando uma teoria que tinha lido em um livro.

Isto acabou criando uma zona de conforto e um ponto cego para ele que nem se deu conta.

Foi uma das poucas falhas que ele acabou cometendo dentro de suas análises e estudos.

Nós também temos que tomar cuidado com a zona de conforto.

Muitas vezes estamos nela e nem percebemos.

Ela acaba criando pontos cegos que faz com que deixemos de analisar os fatos de maneira imparcial.

Não se preocupava em compartilhar o conhecimento

Leonardo da Vinci se aprofundou de inúmeras áreas de estudo.

Ele conseguiu elaborar teorias muito à frente de sua época.

Porém, ele fazia isso pelo mero prazer de saciar sua curiosidade.

E não estava preocupado em compartilhar este conhecimento com as futuras gerações de pensadores.

O que faltou para ele entender é que todo conhecimento só evolui porque houveram pensadores que já deram início ao processo de pesquisa.

Assim, um novo cientista não precisa começar do zero novamente.

O conhecimento anterior serve como base para continuar a evolução do mesmo.

Por isso estamos no estágio de tecnologia atual.

E provavelmente, num futuro não muito distante, teremos novas revoluções do conhecimento novamente.

Leonardo da Vinci até começou a escrever diversos tratados sobre suas conclusões em cima dos seus experimentos, em diversas áreas da ciência.

Porém, em todos os casos, a procrastinação ganhou e ele acabou deixando de lado todos eles.

Para você ter uma ideia Leonardo da Vinci conseguiu ter noção das 1º e 2º Leis de Newton, na área da física, com 2 séculos de antecedência.

Ele também conseguiu entender como funcionava a aerodinâmica da asa dos pássaros para que eles pudessem voar.

Isto, 4 séculos antes do primeiro vôo de uma avião motorizado.

Agora imagine como seria nosso presente se todo o conhecimento que Leonardo da Vinci produziu tivesse sido compartilhado para os próximos estudiosos.

Como eu costumo dizer:

O conhecimento adquirido só tem valor quando é compartilhado e usado para benefício próprio e de outras pessoas.

Leonardo da Vinci era um gênio

O fato que não podemos negar é que Leonardo da Vinci realmente era um gênio.

Ele, através do seu poder de observação e e imaginação conseguiu desvendar muitos dos mistérios da natureza.

Nas mais diversas áreas em que se aventurou conseguiu alcançar conhecimento que a maioria dos mortais não conseguiram.

Por isso, e pela beleza de sua arte, ele se tornou um dos ícones da Renascença e a Mona Lisa um dos quadros mais famosos da história.

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Muito obrigado e até a próxima.


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