• Roberto Kirizawa

Compulsão por Compras

Tempo de leitura: 6 minutos


Desde pequenos passamos a acreditar que a felicidade está atrelada a algum bem material. Para comemorar nosso aniversário ganhamos presentes. No natal ganhamos mais presentes. E aí vem uma enxurrada de dias comemorativos que sempre tem que dar ou ganhar algo:

  1. Páscoa;

  2. Dia dos namorados;

  3. Dia das mães;

  4. Dias dos pais;

  5. Dia das crianças.

Nessas horas percebo como criamos uma sociedade voltada ao consumo. E o pior: literalmente adestramos nossas crianças para trilharem este caminho, muitas vezes sem volta.

Fazer compras virou sinônimo de fazer algo prazeroso que nos conforta nos mais diversos momentos.

Quando estamos triste fazemos compras para melhorar nosso astral. Quando estamos entediados fazemos compras para sair do tédio. O homem quando não é admirado tem que comprar um carrão para nutrir a auto-estima. Enquanto a mulher irá querer jóias, bolsas e roupas de grifes. E acabamos vivendo dentro dessa bolha. Sem perceber, ficamos enclausurados dentro de um paradigma que só aumentará nossas aflições.

Comprar se torna tão prazeroso que nos vicia. Liberamos endorfina, o hormônio do prazer, quando compramos. E como qualquer outro vício, precisamos estar constantemente alimentando-o. Ou seja, comprando cada vez mais. Como um drogado aos poucos vai aumentando a dose, e em certo momento perde o controle.

Para sustentar esse padrão de vida que criamos, o caminho natural é:

  1. Trabalhar cada vez mais para poder fazer mais dinheiro;

  2. Com um salário cada vez maior, podemos comprar mais;

  3. Comprando mais temos que fazer mais dívidas;

  4. Novos limites de crédito são liberados, pois conseguimos aumentar nosso salário;

  5. Compramos cada vez coisas mais caras para conseguir conter o sentimento de vazio que temos.

E dessa forma ficamos presos às nossas dívidas e ao nosso trabalho.

Ficamos sem a liberdade de ter a opção de mudar de carreira porque não estamos mais felizes trabalhando em determinada área. Não podemos dar um tempo para repensar e replanejar a vida, pois o monstro das dívidas está logo atrás querendo nos pegar. E cada vez mais, chegamos ao fundo do poço.

É nesse momento, quando não temos mais para onde correr, que paramos para pensar no que estamos fazendo. Pois até este momento, tudo que fizemos foi feito sem pensar direito. Não tínhamos noção nas consequências das nossas ações.

Aí vem a dor… E não me leve a mal, mas essa dor é boa. Como eu sempre digo: evoluir dói, mas é necessário, e no final vale a pena. A dor de hoje será o estímulo necessário para se conquistar uma nova perspectiva na vida. Será por causa dela que criamos forças para mudar.

Nós ficamos pensando em como deixamos as coisas chegarem a este ponto, certo? O fato é que o que acontece com a gente é como o que acontece com o sapo na água fervente. Não sei se você já ouviu essa história. Nem sei se é verdade, mas já ouvi muitas vezes em palestras que participei. Se você jogar um sapo na água fervente ele irá pular imediatamente. Isso é lógico, né? É questão de sobrevivência. Porém, se você colocar o sapo em uma água com uma temperatura agradável para ele e depois ir aumentando a temperatura aos poucos, você sabe o que acontecerá? Pois é… ele vai morrer na água fervente.

Isso acontece porque quando as coisas vão acontecendo aos poucos todos temos a sensação de estar no controle. Achamos que conseguimos lidar com tal situação. Que podemos parar no momento que quisermos. Mas o fato é que como a água que vai esquentando lentamente e o sapo que acaba não pulando na hora certa, nós também não percebemos quando a coisa está saindo do controle para sair da situação, e acabamos nos perdendo.

Durante esse caminho além do problema financeiro que acabamos vivendo, ainda existem efeitos colaterais. É normal ficar obeso. Afinal de contas a comida acaba virando uma válvula de escape. E depois de endividado, sem poder gastar mais, com o crédito estourado o que resta para gerar prazer é comer. E nesse momento a gente nem pensa na qualidade da alimentação que está tendo. Infelizmente muita comida barata é gostosa, só que não é saudável.

Ficar stressado e depressivo também é algo que não é incomum. Quando a gente sente que não está mais no controle da própria vida isso acaba sendo uma consequência natural.

Problemas nos relacionamentos, principalmente o conjugal começam a acontecer com frequência. É praticamente impossível ter tempo e conseguir dar a devida atenção e carinho para o cônjuge num momento como esse.

E o mais comum é, além de tudo isso, ficar cansado e estafado. Temos que trabalhar cada vez mais para pagar os juros das dívidas e não vemos elas diminuírem. A gente sente nessa hora que vendeu a alma para o dinheiro.

O fato é que a ideia deste artigo não é demonizar o dinheiro. Aliás dinheiro não é problema. É solução. O dinheiro é amigo de quem sabe lidar corretamente com ele. E inimigo voraz de quem não aprendeu a domá-lo. Aliás, vamos conversar ainda bastante sobre dinheiro especificamente em outros artigos.

Portanto, quando chegamos ao fundo do poço, temos que tomar uma decisão forte. Uma decisão para mudar todo o estilo de vida com maus hábitos acumulados durante todo esse tempo.

Para mim o estilo de vida minimalista se encaixa perfeitamente para auxiliar as pessoas que estejam neste estágio.

É claro que saber viver com o estilo de vida minimalista é bom para todas as pessoas. Independente em que estágio da vida esteja. Mas, particularmente, nestes casos de pessoas que estejam com problemas financeiros, pode ser de grande valia aprender a filosofia de QUANDO MENOS É MAIS.

Quando o problema chega nesse estágio, não adianta trabalhar mais e mais para conseguir mais dinheiro e querer continuar a sustentar um estilo de vida que não é mais compatível com esta realidade. Inclusive, receber um aumento salarial nesse momento é a pior coisa que pode acontecer, se não se optar por mudar o estilo de vida e começar a arrumar toda a lambança que foi feita por todos esses anos.

Com um estilo de vida minimalista, sabendo se identificar QUANDO MENOS É MAIS, existe a possibilidade de se ajustar diversas áreas da vida que ficam comprometidas quando se está com problemas financeiros.

Utilizando os conceitos do estilo de vida minimalista conseguimos ajustar a vida financeira, saúde, relacionamentos, autoconhecimento, e inclusive ser mais produtivo.

 

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Caso você tenha interesse de obter todos estes benefícios, utilizando os conceitos do minimalismo em conjunto com técnicas cientificamente comprovadas, clique no botão abaixo e saiba mais sobre o Programa Quando Menos é Mais.


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Muito obrigado e até a próxima.


#consumismo

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