
Estamos no fim do ano. As luzes de Natal brilham nas ruas, os encontros de família se aproximam, e aquela atmosfera peculiar de reflexão toma conta de nós quase sem pedir licença.
E você sabe o que acontece nessa época, não sabe?
A mente começa a fazer perguntas que evitamos o ano inteiro: O que estou fazendo com minha vida? Para onde estou indo? Isso tudo faz sentido?
Eu mesmo faço essa reflexão todos os anos. Em uma dessa reflexões, lembro de estar sentado na varanda, olhando para o céu em uma noite de dezembro, e sentir um vazio estranho. Tinha conquistado coisas que achava importantes, trabalhava incansavelmente, acumulava… mas algo não encaixava. Era como se eu estivesse correndo em uma esteira que não levava a lugar nenhum.
Foi nessa busca por respostas que me deparei com os estudos de um filósofo britânico chamado Alan Watts. E o que descobri mudou completamente minha perspectiva sobre o que significa realmente viver.
Watts escreveu 25 livros, realizou mais de 400 palestras e dedicou três décadas de sua vida a uma única missão: expor as ilusões ocultas que mantêm os seres humanos sofrendo.
E as conclusões dele são, no mínimo, perturbadoras. Porque nos fazem perceber que estamos vivendo em função de uma ilusão. E, pior: enquanto alimentamos essa ilusão, perdemos a oportunidade de viver de forma plena, de estar presentes, de aproveitar as experiências que a vida nos oferece agora.

