
Alguém já te disse quem você devia ser. Talvez a sua família. Talvez a sociedade. Talvez esse padrão silencioso de quem é bem-sucedido, quem é responsável, quem é bom o suficiente.
Durante muitos anos, fui muito bom em ser quem os outros esperavam. Na família, com os amigos, no trabalho. Sabia exatamente o que precisava dizer, como precisava agir, qual versão apresentar em cada situação. E o mais perturbador? Eu nem percebia que estava fazendo isso.
Foi só quando comecei a simplificar minha vida — a tirar o excesso das coisas, das obrigações, das relações — que percebi: eu também estava carregando uma identidade que não era minha. E retirar ela foi, de longe, a destralha mais libertadora que já fiz.

